Nenhum mortal em vida venceu a morte.
Já os evangelhos dizem que Cristo se fez mortal e, como mortal, venceu a morte ao morrer.
Porém, antes de vencê-la, ela o feriu.
A morte ainda tem essa força, a força de ferir mortalmente.
Mortalmente ela fere todos os humanos.
Contudo, a fé cristã brada: "Alegrai-vos, mortais. Trago-vos novas notícias, já antigas entre nós!".
O Cristo que morreu também feriu a morte, para que a morte morresse em sua morte.
A morte de Cristo é, em si, fonte de vida para os que creem; é vida para todos os mortais que a morte lesou.
O que pensas tu, ó morte?
Ficarias sempre impune? Serás sempre invencível?
Para todo sempre serias campeã?
És pobre e pensas que és abastada. Prisioneira e se ilude como dona dos mortais...
Tua força foi esgotada quando caíste ante o poder mais forte e inexaurível.
Abateu-se por terra tu que supunhas ser invencível; como podes explicar que por meio do teu próprio intermédio fosses severamente derrotada?
O Galileu, o Carpinteiro, te impôs condenação.
Ele mesmo, com três dias, apenas setenta e duas horas, impôs tua sentença mortal; tu, que aterrorizavas a todos os mortais, agora és obrigada a se render e prostrar-se em humilhação.
Por isso, o santo apóstolo compôs: “Tragada foi a morte pela vitória. Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?”
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